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Cinomose: O que é, Sintomas e tratamento

Você já deve ter escutado algum burburinho a respeito da cinomose canina, a qual pode deixar o animal sem andar e até mesmo leva-lo a morte, certo? Mas exatamente o que é esta doença? Como é transmitida? Como você pode proteger o seu pet? Quais os sintomas e tratamento? Estas e outras dúvidas que rodeiam esta enfermidade serão sanados com esta matéria do Pets e Dicas, a pedido de muitos leitores através de nossas redes sociais e comentários em nosso Blog.


Cinomose em cães

A cinomose

Esta é uma doença que acomete uma ampla variedade de animais tanto aquáticos quanto terrestres, isto é, é uma enfermidade infecciosa grave, que na maioria das vezes é letal, que não acomete apenas os cães, mas também hiena, ursos, foca e outros. Seu agente etiológico, ou seja, o agente causador da cinomose é um vírus de distribuição mundial, o qual tem a capacidade de causar importante imunossupressão (redução do sistema imunológico) e são distribuídos através da via respiratória, e por estes motivos, há grandes surtos resultando em alta morbidade e mortalidade.

A cinomose acomete animais não vacinados, e sua ocorrência é mais comum após o aleitamento materno, isto é, entre os 60 e 90 dias de vida, devido à cessão da imunização transmitida pela mãe através do leite, em especial, do colostro. Contudo, o vírus da cinomose pode acometer animais em qualquer faixa etária e que não há predisposição para sexo e raça.

Transmissão da cinomose

Transmissão da cinomose

A doença é transmitida principalmente através de aerossóis, ou seja, acontece a partir da eliminação de minúsculas partículas por meio da tosse e respiração, e também através de gotículas infectantes provindas das excreções e secreções corporais dos animais infectados.

É importante ressaltar que cadelas prenhes infectadas pelo vírus da cinomose podem transmitir a doença via transplacentária, o que pode ocasionar abortos, fetos natimortos ou nascimento de filhotes fracos e/ou imunossuprimidos. Ainda, falhas vacinais não são comuns, contudo, o que pode ocorrer é ineficácia devido a variações genéticas do vírus, má conservação da vacina e baixa resposta imune do animal vacinado.

Independente da presença ou não de sinais clínicos, os animais portadores da infecção aguda sistêmica realizam a eliminação de partículas virais em sua saliva, fezes, urina e exsudatos conjuntivais e nasais a partir do quinto dia de exposição ao vírus.

Inicialmente, o vírus da cinomose infecta o trato respiratório superior, onde após 24 horas da instalação da infecção acontece a replicação viral, que se espalha pelo organismo do animal, levando a imunossupressão. Após 4 a 6 dias, são acometidos pulmões e intestino, e após 10 dias, inicia-se o acometimento do sistema nervoso central. Entrando no sistema nervoso central, o vírus desencadeia alterações neurológicas irreversíveis.

Sintomas da cinomose

Sintomas da doença

São inúmeros os fatores que estão relacionados ao aparecimento ou não dos sintomas da cinomose, sendo que dentre os sinais clínicos, destacam-se:
Secreções nasais e oculares;
•Hiperqueratose dos coxins digitais (excesso de queratina que promove aspecto áspero, rugoso e com fissuras);
•Tosse úmida e produtiva;
•Vômitos;
•Anorexia;
•Diarreia ou enterite hemorrágica;
•Dispneia (dificuldade de respirar caracterizada pela respiração rápida e curta);
•Congestão conjuntival discreta ou conjuntivite.

Ainda, quando acometido o sistema nervoso central, o animal também poderá apresentar sinais neurológicos, como:
•Paralisia de membros posteriores (descadeiramento);
•Mioclonias (contrações involuntárias, bruscas e incoordenadas de um músculo ou de grupos musculares);
•Nistagmo (oscilações rítmicas, repetidas e involuntárias de um ou ambos os olhos);
•Convulsões;
•Ataxia e hipermetria (perda do controle muscular durante movimentos voluntários, como andar);
•Tremores.

Diagnóstico da cinomose

O diagnóstico da doença é realizado a partir da anamnse, exame físico e exames laboratoriais, onde para tais exames podem ser utilizadas diferentes amostras biológicas, como urina, sangue total, fezes, saliva, secreção respiratória. Contudo, a urina é a amostra de eleição devido à alta quantidade viral e por ser um método de coleta não invasivo e menos estressante ao animal.

Há no mercado os chamados testes rápidos baseados em métodos imunoenzimáticos que oferecem o resultado em minutos, o qual é encontrado em clínicas e hospitais veterinários, e que pode ser solicitado pelo médico veterinário.

Tratamento cinomose

Tratamento e prevenção

Para a cinomose não existe um protocolo de tratamento, isto é, consiste no tratamento dos sintomas e de suporte. Entretanto, na maioria das vezes são utilizadas soluções para estimular a melhora da imunidade, antibioticoterapia, expectorantes e broncodilatadores, antipiréticos, antieméticos, anticonvulsionantes, anti-inflamatórios, suplementação vitamínica e mineral, protetores gastrointestinais e antivirais.

Em relação a prevenção, a imunização a partir da vacinação é indispensável, a qual deve ser administrada por um médico veterinário, de reforço anual. Caso tenha dúvidas em relação ao protocolo vacinal, confira nossa matéria especial de “quais vacinas os cães devem tomar”.

Desta forma, é de suma importância ressaltar que o sucesso do tratamento da cinomose é buscar ajuda médica veterinária logo que os primeiros sinais aparecerem. Ainda, lembrando que não há cura para a doença, apenas é possível cessar o seu desenvolvimento e progressão.


O conteúdo não substitui a consulta ao veterinário

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pelo Centro Universitário Sudoeste Paulista (UniFSP) em 2015, Clínico e Anestesista do Hospital Escola Veterinário UniFSP, e desenvolvedor de conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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