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Eutanásia em cães e gatos

Saiba o que é, como e quando deve ser feita a eutanásia de um pet.

Eutanásia em animais

Também conhecida como boa morte ou morte digna sem dor e sofrimento, a eutanásia, consiste na ação do médico veterinário a fim de não prolongar a vida do paciente incurável, que no presente momento encontra-se tanto em sofrimento físico quanto psíquico. Desta forma, tal ato pode ser visto como forma de compaixão do responsável e ao animal.

Há duas classificações para a eutanásia: ativa e passiva. A primeira consiste no ato praticado por um profissional da saúde na administração de medicamentos (método químico) a fim promover o óbito, enquanto que a segunda forma consiste na manobra de não fornecer suplemento ao paciente, ou seja, cessar o tratamento a um paciente em estado vegetativo, por exemplo.

Quando deve ser feita a eutanásia?

A eutanásia consiste em manobras que levam o animal ao óbito, sem dor e sem sofrimento, como já dito anteriormente, métodos nos quais são aceitáveis e comprovados cientificamente, levando sempre em consideração os princípios éticos. Desta forma, a eutanásia é indicada apenas quando:

•O paciente não possui mais bem-estar e nem qualidade de vida, estando na presença de dor e sofrimento, os quais não podem ser controlados através da administração de medicamentos, como analgésicos, sedativos e outros;
•O paciente promove risco a saúde pública (zoonoses – doenças infecciosas de animais capazes de ser naturalmente transmitidas para o ser humano), e assim consequentemente, constituir risco a fauna nativa e ao meio ambiente.

Assim, é importante ressaltar que a prática da eutanásia em animais é restrita a casos em que não se há medidas alternativas, e claro, deve-se colocar em prática de acordo com as legislações pertinentes e pode apena ser realizada por um médico veterinário.

Eutanásia em cão

Como é feita a eutanásia

O médico veterinário deve seguir algumas diretrizes para garantir o máximo de conforto ao paciente durante este procedimento, assim, é indicado que a eutanásia aconteça em um ambiente tranquilo e adequado. Antes de iniciar qualquer manobra relacionada a este ato, é de suma importância que o tutor (a) esteja ciente de todo o procedimento e assim, ter em mãos um termo por escrito com a devida autorização.

Basicamente, e de forma resumida, a eutanásia consiste na administração de medicamentos que promovam analgesia e hipnose, ou seja, através de uma combinação de fármacos que promovam a anestesia ao paciente, isto é, a suspensão geral ou da sensibilidade e dor. Quando o animal atinge este estado é então administrado outro fármaco, o cloreto de potássio, sendo este responsável pela fibrilação ventricular cardíaca e morte, entre um e dois minutos.

Esta é a técnica mais comumente utilizada na medicina veterinária para a eutanásia, contudo, podem ser colocadas em prática outras manobras, como uso de agentes inalatórios, e técnicas não químicas, ou seja, através de métodos mecânicos, os quais não são aplicados a clínica de pequenos animais, sendo mais utilizados em especial a animais de produção.

Decisão em fazer ou não a eutanásia

Esta decisão parte a princípio do médico veterinário após uma minuciosa avaliação clínica do quadro do animal, e levando em consideração o estado geral e a falta de opções de não conseguir sucesso no tratamento, e assim, buscando proporcionar conforto ao paciente, a eutanásia é indicada. A partir deste momento, a decisão de fazer ou não a eutanásia é do tutor (a) do animal.

É muito comum na rotina veterinária tutores que buscam a eutanásia como forma de se libertar de um trabalho grandioso, o qual é cuidar de um cão ou gato doente, debilitado. E assim, com há proprietários que se queixam do estado do animal, há outros que em hipótese alguma pensam em eutanásia. É por este motivo que somente o médico veterinário pode indicar tal procedimento.

Não é uma decisão fácil, pois nunca estamos prontos para nos despedir de nosso pet. Sabemos que um dia eles irão partir, e mesmo assim, jamais estaremos prontos para quando este dia chegar. Contudo, acredito que seja interessante ressaltar em visar a qualidade de vida neste período tão delicado de vida do paciente, caso esta qualidade tenha sido perdida, além do conforto dando espaço a dor e sofrimento, sim a morte digna pode e deve ser praticada. Assim, sempre em conversar com os tutores, recomendo em ter boas e lindas lembranças de seus pets que está em fase terminal da doença, e que não será apenas o cão ou gato que irá descansar, mas também eles.

Não há palavras e muito menos mensagens que conforte alguém neste momento, mas o Pets e Dicas desenvolveu uma mensagem linda que tem feito grande sucesso na rede e ganhado milhões de compartilhamentos, a qual consiste em uma carta escrita pelo pet ao seu tutor intitulada em “Mensagem de despedidade cachorro”. Leia, seja antes ou após de sua decisão, certamente lhe fará um grande bem, assim como tem feito há centenas de pessoas.

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pelo Centro Universitário Sudoeste Paulista (UniFSP) em 2015, Clínico e Anestesista do Hospital Escola Veterinário UniFSP, e desenvolvedor de conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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