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Anestesia dissociativa em cães

Saiba mais sobre a anestesia dissociativa, fármacos utilizados para diferentes procedimentos e cirurgias em cães.


Cão anestesiado

A realização de determinados procedimentos médico-veterinários e principalmente procedimentos cirúrgicos exige que o animal seja anestesiado para que o animal sinta ou não o mínimo de dor, e também para evitar possíveis efeitos indesejados, como óbito, problema cardíaco, neurológico ou até mesmo renal. A anestesia em si é a obtenção de um estado reversível de não reconhecimento do estímulo doloroso pelo córtex cerebral, podendo esta ser localizada ou geral em estado de inconsciência. É produzida pela administração de fármacos anestésicos que deprimem o sistema nervoso central ou periférico.

Anestesia dissociativa em cães

A anestesia dissociativa é o estado de anestesia geral em que o animal está dissociado do ambiente, onde ocorre a interrupção da neurotransmissão no nível talâmico, embora a atividade do nível do córtex cerebral ainda seja mantida. Este tipo de anestesia é bastante aplicada em medicina veterinária, sendo segura e utilizada como sedativo ou anestesia para a realização de inúmeros procedimentos, como procedimentos cirúrgicos ou para a indução para anestesia inalatória em cirurgias mais invasivas, para realização de exame clínico em cães indóceis (chamada contenção química), para posicionar o animal em exames de radiografia e muitos outros.

No entanto, a anestesia dissociativa não é indicada para animais que apresentam problemas neurológicos devido ao seu poder convulsivo, pois aumenta a pressão intracraniana. Ainda, não pode ser aplicada em animais com problemas cardíacos por causar taquicardia e hipertensão arterial, em animais com glaucoma por aumentar também a pressão intraocular, e em animais braquicefálicos.

Dentre os fármacos mais utilizados na anestesia dissociativa está a quetamina ou cetamina que sempre deve ser associada a um relaxante muscular, como diazepam ou midazolam e um opióide, pois tem efeito cataplético, ou seja, faz com que os músculos fiquem endurecidos e pode causar efeito convulsivante. Outro ponto importante que o médico veterinário deve ressaltar em qualquer procedimento que exige a anestesia dissociativa é que o retorno anestésico é um pouco demorado dependendo da quantidade de repiques administrados pelo mesmo, e por este motivo, o animal deve ser acompanhado e monitorado por um veterinário até ficar bem acordado e com todos os reflexos regressados.

Dentre as vias de administração da anestesia inalatória, a mais comumente utilizada é a intravenosa, entretanto, os fármacos também pode ser administrados por via intramuscular, inalatória, subcutânea, tópica, peridural, subaracnoide (espinal) e intraóssea. Contudo, antes da realização de qualquer protocolo anestésico é necessário que o animal seja avaliado pelo médico veterinário para certificar de que o mesmo esteja saudável e propício para ser encaminhado para o procedimento, esta avaliação tem como intuito reduzir a mortalidade e morbidade cirúrgica, e ainda, obter o consentimento do proprietário das alternativas e possíveis complicações, e estimar o risco anestésico-cirúrgico.

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pela Faculdade Sudoeste Paulista - FSP em 2015, que além de atuar na Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, cria conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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