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Mosquito da Dengue pode causar doença em cães

Mosquito Aedes aegypti também pode transmitir doença para cães, saiba qual e como proteger seu pet do transmissor da dengue e zika vírus.


Mosquito da Aedes egypti pode causar doença em cães

Atualmente diversos de sites e jornais brasileiros vem alertando que o mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como o vetor da dengue, e agora chikungunya e zika vírus, pode causar doença em cães. Tal notícia e informação deixaram muitos proprietários de animais de estimação confusos e amedrontados sobre, e principalmente com dezenas de dúvidas, como: o cão pode ter dengue? Zika vírus? Chikungunya? O que fazer?

A doença que os sites estão relatando ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti é a dirofilariose, doença em que parasitas adultos vivem no ventrículo direito (coração) e artéria pulmonar (pulmão) em cães. Esta enfermidade tem distribuição cosmopolita, ou seja, em todo o país, apesar de que sua maior incidência ocorre em áreas litorâneas ou próximas a rios. É uma zoonose (transmissão ao homem) que desenvolve a dirofilariose pulmonar.

O agente causador desta doença é o Dirofilaria immitis, o qual pode ser transmitido por mosquitos (hospedeiro intermediário) de diferentes gêneros, como os Culex, Anopheles e Aedes. Por este motivo, tal notícia de que o mosquito da Dengue pode causar doença em cães gerou o grande alvoroço, no entanto, de acordo com veterinários sanitaristas a incidência de dirofilariose não aumentou, apesar de que os casos de dengue, zika vírus e chikungunya estão ganhando proporções cada vez maiores. Desta forma, a notícia não deixa de ser falsa, apesar de que o principal vetor da dirofilariose é o mosquito Culex. Ainda, é importante esclarecer que o cão não pode pegar dengue, nem zika vírus e chikungunya.

Dirofilariose em cães

O parasita Dirofilaria immitis é transmitida ao animal através da picada do mosquito infectado com a larva L3 (estágio larval) que atinge a corrente circulatória e migram para os tecidos durante 2 a 4 meses, chegando ao átrio direito e artéria pulmonar, e realizam a liberação de novas microfilárias (estágio larval L1) na circulação sistêmica. Este é o ciclo de vida da Dirofilariose que pode durar de 6 a 7 meses.

Sintomas da dirofilariose canina

Dirofilariose caninaO quadro clínico do animal pode variar a partir de 3 formas, sendo elas:
Doença leve: quadro assintomático, ou seja, sem sintomas evidentes ou com poucas alterações nas paredes das artérias e no parênquima pulmonar;
Doença moderada: ocorre o aumento das artérias pulmonares, opacidade pulmonar difusa, aumento da câmara cardíaca direita, anemia cansaço fácil e dificuldade para se exercitar, e tosse.
Doença grave: acontece o agravamento do quadro anterior, além de superinfestação podendo levar o animal a morte.

Diagnóstico da doença

O diagnóstico pode ser realizado através de alguns exames complementares, antecedidos dos sinais clínicos apresentados pelo animal e histórico. Como exames, o Médico Veterinário pode solicitar pesquisa de anticorpos contra o parasita (ELISA), exame de sangue fresco para a pesquisa de microfilárias, raio-X que permite visualizar as formas adultas do parasita no interior do ventrículo e/ou átrio direito, e técnica de filtração ou de Knott.

Tratamento da dirofilariose

O tratamento é uma medida que deve ser considerada e aplicada apenas por um Médico Veterinário após a avaliação do quadro e estado do animal, sendo que para tal doença são administrados medicamentos específicos, incluindo a ivermectina. Além do tratamento terapêutico sistêmico, deve ser tomadas medidas para controlar os hospedeiros intermediários da doença, isto é, os mosquitos através de borrifação ou uso de coleiras com inseticidas nos animais.

Para cães que habitam regiões endêmicas deve ser realizado um tratamento profilático, o qual consiste na administração de medicamento mensal, onde ao ser picado por um mosquito, o parasita da dirofilariose ao atingir a corrente circulatória, não tem a capacidade de sobreviver e de sofrer muda (evolução de estágio larval). É válido ressaltar que o medicamento é seguro e não possui registro de efeitos colaterais.

Prevenção

Todos já sabem como agir contra os mosquitos, em especial o mosquito Aedes aegypti, certo? Mas é importante reassaltar que água parada é o foco para a reprodução do mosquito, então, verifique pneus, caixa d’água, pratinhos de plantas, lavar bem e diariamente os potes de água dos animais, enfim, qualquer item que possa acumular água em casa. E além de fazer a sua parte, tente fiscalizar o vizinho, juntos conseguiremos combater não apenas doenças que colocam em risco a saúde humana, mas também a saúde animal.

Como acabar com o mosquito da dengue

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pela Faculdade Sudoeste Paulista - FSP em 2015, que além de atuar na Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, cria conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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