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Cinomose canina: Sintomas e tratamento


Saiba como proteger e prevenir seu animal de estimação da Cinomose, doença viral que mais causa óbito em cães em todas faixa etárias!
A cinomose é uma doença que acomete cães, sendo altamente contagiosa provocada pelo vírus da cinomose canina que também atinge cachorro do mato, furões e outros animais silvestres. É caracterizada por acometer vários órgãos e sistemas, não possui predisposição a sexo, raça e época do ano, apesar de que temperaturas climáticas do inverno proporcionam certo favorecimento. Seu agente etiológico (vírus) possui a capacidade de sobreviver no ambiente por longos períodos, principalmente quando em condições favoráveis, ambiente seco e frio. Contudo, é sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns, levando quase sempre a morte filhotes e adultos não vacinados.


Transmissão da cinomose

A transmissão da cinomose canina se dá através de animais contaminados, ou seja, a partir do contato direto, principalmente por secreções nasal e oral, como por exemplo, via espirros que dissemina o vírus no ambiente e contamina os animais que estão próximos. Entretanto, há animais que podem ser assintomáticos, isto é, podem não apresentar sintomas, porém também realizam a disseminação da doença através de secreções oculares, nasais, orais e/ou pelas fezes. Desta forma, o animal pode se contaminar com o vírus da cinomose pela via respiratória ou digestiva, através de contato direto ou fômites, como humanos, água e alimentos contaminados.


Sintomas

Após a infecção do animal pelo vírus da cinomose, acontece um período de incubação de três a seis dias ou até quinze dias para o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Depois deste período, o cão apresenta febre (em média 41°C) e perda de apetite, apatia, diarreia, vômito, secreção nasal e ocular, sintomas estes que podem durar por até dois dias. Com a progressão da doença, os sintomas da doença contam com maior intensidade, além de alterações do sistema nervoso incluindo incoordenação motora, convulsões, paralisias de membros posteriores (descadeiramento), tiques nervosos, tremores de cabeça. E ainda, depressão, desidratação, anorexia, indisposição, leucopenia (redução do nível de leucócitos), dificuldade respiratória e hiperceratose (aumento da espessura da capa córnea da pele) do focinho e coxins (‘almofadas’ das patas) plantares.


Tratamento da cinomose canina

Esta é uma doença viral que acomete cães que ainda não possui tratamento, ou seja, não possui cura. O médico veterinário apenas tem a possibilidade de realizar a cessão da progressão da doença e não reverter o quadro clínico, após o diagnóstico confirmativo via exames laboratoriais. Ainda, pode realizar o tratamento medicamentoso para tratar os eventos paralelos causados pelo vírus da cinomose, como febre, diarreia, secreções, convulsões e outras. O prognóstico está relacionados com diferentes fatores, incluindo a idade do animal, sistema imune e tempo de progressão da doença, sendo que os filhotes, por exemplo, possuem um prognóstico desfavorável devido seu sistema imunológico estar se desenvolvendo e por isso não estar apto a combater o vírus da doença e seus sintomas.


Como prevenir?

A única forma de prevenção da cinomose canina é através da vacinação anual de seu animal de estimação, a qual é encontrada em qualquer clínica veterinária e dispõe do vírus da doença atenuado, conhecidas como V10. Os animais filhotes devem receber três doses da vacina, respectivamente nos três primeiros meses de vida, ou seja, uma para cada mês. O reforço deve ser feito uma vez ao ano.

Por este motivo, vacine seu animal de estimação, pois é a única forma de preveni-lo do contágio da cinomose, doença que pode ser letal e que não possui cura, e que ainda pode promover sequelas severas. É importante ainda ressaltar que a vacina V10 não protege seu cão apenas da cinomose, mas também de outras seis doenças, incluindo Hepatite, Adenovírus Tipo 2, Parainfluenza, Parvovirose, Coronavirose e Leptospirose. E escolha apenas vacinas importadas e permita a aplicação da mesma apenas por um médico veterinário, único profissional capacitado em certificar de que o animal está ou não em condições de receber a dose da vacina, o único que tem conhecimentos sobre armazenamento e eficácia da vacina.

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pela Faculdade Sudoeste Paulista - FSP em 2015, que além de atuar na Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, cria conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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