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Vantagens e etapas da PIV – Produção In Vitro


Saiba mais sobre a PIV, Produção In Vitro, incluindo suas vantagens e etapas!


A PIV (Produção In Vitro) exige um monitoramento rigoroso para com as doadoras de ovócitos, ainda dos ovócitos, dos embriões e das crias geradas, assim esta biotécnica pode ser utilizada com segurança, desde que em maneira adequada e em situações indicadas. Entretanto, o seu uso comercial ainda é limitado devido ao seu alto custo, e para isso deve-se avaliar o balanço entre o valor energético do embrião tanto pai quanto da mãe com o custo de sua produção. Ainda, a PIV tem seu uso associado com a sexagem de espermatozoides, o que garante o mesmo numero de crias, mas sabendo-se o sexo do bezerro.


Etapas da Produção In Vitro

∙Etapa 1: Esta etapa consiste na aspiração folicular guiada por ultrassom, técnica utilizada para a coleta dos ovócitos diretamente dos ovários em que são aspirados os folículos antrais que podem ser visualizados. Geralmente possuem o tamanho de 3 a 8 milímetros em bovinos. A aspiração folicular também pode se realizada através de laparoscopia que consiste na visualização dos ovários e folículos por laparoscópio. Tal técnica consiste na realização de três incisões, cada uma com sua função: entrada de gás para insuflar o abdômen, garra para apoio e agulha ligada a bomba de vácuo. A aspiração folicular por laparoscopia é indicada para pequenos ruminantes e bezerras.

A aspiração folicular por ultrassom pode ser feita duas vezes por semana ou uma vez por semana a cada duas semanas quando a doadora for estimulada hormonalmente, e a quantidade de ovócitos obtidos varia de acordo com a fêmea e a técnica adotada. Um problema comum e frequente resultante da aspiração é a proliferação de tecido conjuntivo devido à cicatrização que promove o endurecimento dos ovários e redução do crescimento folicular.

∙Etapa 2: Esta consiste na recuperação dos ovócitos aspirados, técnica utilizada para com a coleta de ovócitos diretamente dos ovários.

∙Etapa 3: Fase em que há o encaminhamento dos ovócitos para o laboratório, e para isso, dispõe-se de compartimento aquecido contendo tubos específicos.

∙Etapa 4: Esta fase está relacionada com a maturação in vitro dos ovócitos competentes, os quais irão gerar embriões normais, onde ocorre a miração de grânulos corticais para a periferia, capacidade de descondensar o espermatozoide, e acumulo de proteínas e RNA mensageiro que são responsáveis pela sobrevivência do embrião até a implantação. Ainda, ocorre a expansão das células do cumulus, as quais possuem a função de fazer a comunicação do ovócito com o meio externo garantindo a subnutrição adequada até a ovulação.

∙Etapa 5: Nesta etapa ocorre a fertilização in vitro dos ovócitos, isto é, a preparação do sêmen, calculo da dose inseminante e inseminação das gotas contendo os ovócitos.

∙Etapa 6: Esta consiste no cultivo in vitro de embriões, fase em que ocorre o desenvolvimento embrionário (estágio de zigoto até blastocisto). Tem o prazo de sete dias, sendo que no terceiro e quinto dia é necessário realizar a troca do meio de cultivo.

∙Etapa 7: Transferência de embriões (TE) para as receptores (também chamadas de barrigas de aluguel), as quais devem ser preparadas com progesterona.

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   Autor

Matéria desenvolvida pelo Médico Veterinário Maikon Celestino (CRMV-SP 36.797), formado pela Faculdade Sudoeste Paulista - FSP em 2015, que além de atuar na Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, cria conteúdo virtual sobre o mundo PET.

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